Impacto da Greve da Enfermagem

 

Em função da greve da enfermagem iniciada na quinta-feira (06/07), o atendimento na UPA Central nesta sexta-feira (07/07) está mais lento, já que as equipes de técnicos de enfermagem trabalham com 70% da capacidade. O impacto é maior para as rotinas internas da UPA, na assistência a pacientes em observação e na sala de aplicação de medicação. Já para as urgências e emergências não há prejuízo no atendimento.

 

 

Ainda na quinta-feira, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) iniciou uma força-tarefa para amenizar os impactos à população. Para minimizar a lotação da UPA e reorganizar os fluxos, foi realizada a transferência de pacientes para internação hospitalar no Virvi Ramos fora do horário habitual. Além disso houve articulação junto à UPA Zona Norte, ao Samu e ao Hospital Geral para retaguarda aos casos que não puderem ser absorvidos pela UPA Central ou pelo Pompéia, bem como junto a secretários de saúde da região, em caso de necessidade de direcionamento de pacientes de outros municípios.

 

 

A Prefeitura reitera o respeito à categoria da enfermagem, mas preza pelo bom atendimento à população, lembrando que o período atual, em que se acentuam as doenças de inverno, tende a amplificar os transtornos caso os quadros estejam reduzidos. Por esse motivo, espera-se sensibilidade dos profissionais e das entidades representativas envolvidas para que a população seja impactada ao mínimo, sobretudo nos serviços de urgência e emergência.

 

 

O Município destaca, ainda, que a responsabilidade pelo pagamento da diferença salarial para o cumprimento do piso salarial nacional para entidades privadas que atendam, no mínimo, 60% de seus pacientes pelo SUS (caso do Pompéia e do InSaúde, gestor da UPA Central) é do Governo Federal e deverá ser custeada pelo seu orçamento. Tais recursos ainda não foram repassados e não há previsão até o momento.

 

Jornalista Nice Ebertz

Jornalista

Eunice Ebertz

MTE 19958